Eu te amo
Tanto e tanto
Se você está mal
Eu fico mal
Se você está triste
Eu fico triste
Se você está feliz
Eu fico feliz
Se você está tranquilo
Eu fico em paz.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Medo de mim mesmo
Esta noite tive um sonho
Sonho ruim, malvado
Foi um pesadelo medonho
Daqueles que não se deve lembrar
Só que não é bem assim
Lembro de cada instante
Coisas que não deveriam estar mais em mim
Aparência, Insegurança, medo incessante.
Depois de tanto tempo
Imaginei que não estariam mais lá
Mas relembrando este terrível momento
Tive vontade de chorar.
Acordei de sobressalto
Com a sensação de medo
Me tomando de assalto
Medo incontido
Medo de mim mesmo...
(para poder expulsar a sensação apavorante de não ser mais o que eu consegui construir nos últimos dois anos)
Sonho ruim, malvado
Foi um pesadelo medonho
Daqueles que não se deve lembrar
Só que não é bem assim
Lembro de cada instante
Coisas que não deveriam estar mais em mim
Aparência, Insegurança, medo incessante.
Depois de tanto tempo
Imaginei que não estariam mais lá
Mas relembrando este terrível momento
Tive vontade de chorar.
Acordei de sobressalto
Com a sensação de medo
Me tomando de assalto
Medo incontido
Medo de mim mesmo...
(para poder expulsar a sensação apavorante de não ser mais o que eu consegui construir nos últimos dois anos)
quinta-feira, 15 de março de 2012
Embrutecimento, alienação e diversão!
Nesta semana, todos os dias, tive problemas para chegar ao meu local de trabalho. Interessante lembrar que eu entro às 10 horas da manhã, ou seja, tenho certo “privilégio” para poder chegar ao trabalho. Mas mesmo assim, por morar na Zona Leste e trabalhar na cidade de Osasco, extremo da Zona Oeste, sempre estou as voltas com os apertos dos trabalhadores que devem entrar entre 8 e 9 horas da manhã.
Para mim, o natural é demorar mais ou menos 1 hora e meia, duas para chegar ao trabalho, entre ônibus, metro e trem. Então, saio de casa mais ou menos as 7h40. Trânsito, muitos carros, ônibus apertado e cheio, coisas que todo trabalhador morador da Vila Formosa passa para chegar ao metrô Belém. Lembrando que o ônibus que chega mais rápido a estação, é na verdade um micro ônibus, ou seja, pequeno e cheio sempre nesse horário matutino.
Ao chegar ao metrô Belém, nos deparamos com a contenção por segurança estabelecida na estação. Você fica certa de 15, 20 minutos para entrar na estação porque existem somente 2 ou 3 catracas para isso. Logo em seguida, percebemos que esta “contenção por medidas de segurança”, na verdade, não funcionam. A plataforma está lotada! Por gentileza da Companhia do Metrô, um trem chega vazio a estação, e logo se enche de pessoas, atarantadas, atrasadas e preocupadas em chegar ao trabalho. Só que tudo isso em silencio, ou com o mínimo de barulho possível, pela quantidade de gente. Passamos então da estação Belém, para a Bresser, onde também entram outros trabalhadores, também no mesmo silencio possível, que a estação anterior.
No entanto, chegamos à estação Brás (que é onde eu gostaria de começar minha análise da situação). Ao abrir a porta do vagão, parece mesmo que foi aberto na verdade a porteira e que o gado está desesperado para entrar no abatedouro. É uma correria, um empurra-empurra, uma amontoação, que embrutece todos aqueles que têm que fazer isso todo dia. Só que nesta estação, diferente das outras, tal acontecimento não fica naquele burburinho meio surdo e silencioso das outras duas, ao contrário, sempre tem um grupo (nunca pequeno) que acha tudo isso muito divertido!
Imagine só, entrar num vagão de trem, ou metro, como se você fosse um bicho pronto para o abatedouro (afinal você está indo trabalhar, ou procurar emprego!) e fazer isso achando graça! Rindo da situação, fazendo piada, acreditando que tudo isso serve para seu divertimento.
Bom, me pus a pensar sobre o assunto. Todas as vezes que vejo esta situação, penso comigo mesma: Não vou me deixar embrutecer! (O que é muito difícil, como eu e Mario já havíamos conversado várias vezes!) Mas o que me deixa estupefata é que toda essa situação não abala a “felicidade” daqueles que pertencem a minha classe. Pensar que a alienação tomou tamanha proporção na vida dos trabalhadores que eles se divertem sendo esmagados em transportes públicos caros e sem qualidade.
Alguns comentários que escutei foram de tamanha desproporção de alegria que me assustei: “Você viu, a gente é esperto, entramos e pegamos o lugar mais folgadinho que tem”, “Caraca meu, hoje tá mais tranquilo que ontem”, “Vamo gente! Aperta mais aí que eu quero entrar na lata da sardinha”.
Minha tristeza é tamanha com isso. Gostaria eu, que todos os trabalhadores que utilizam o transporte público em São Paulo soubessem o quanto são explorados, oprimidos, subjugados e transformados em coisa durante seu processo de trabalho. E que viver este aperto todos os dias é mais que ser só coisificado, é ser transformado em coisa e gado, sem direito a pensar!
terça-feira, 6 de março de 2012
Meu amor por você
Desde que o ano começou, eu deveria ter escrito milhões de coisas sobre mim mesma, sobre os dois anos da cirurgia, sobre ter saído do emprego, sobre ter que me mudar e mais um monte de coisas. Tive um grande bloqueio! Talvez porque a ansiedade para mudar, ou o receio pelo que poderia acontecer. Talvez porque ando me sentindo plena. Talvez porque a ânsia de ver os resultados de nossas escolhas darem certo. Por fim, acredito que tudo isso tem a ver com o momento de espera em que nos encontramos.
Estar com você sempre me faz bem, você é a inspiração dos meus momentos mais difíceis. Hoje, depois de 2 anos da minha cirurgia, percebi que tudo que me fazia triste se dissipou completamente. Sempre fui sozinha, sempre agi sozinha, com o apoio dos que me amam, mas sempre sozinha. Foram embates muito intensos quanto a nossa adaptação um ao outro, mas com você tudo isso é perfeitamente superável!
Nos meus áureos tempos de solidão revolucionária, sempre procurei alguém para compartilhar as angústias e medos, questões e certezas. Você me faz plena dessa forma, com você todo o meu indivíduo subjetivo aparece de forma encantadora.
Eu sei que quando nos conhecemos tanto você quanto eu, nem esperávamos encontrar alguém para um compromisso sério (ou a pessoa da nossa vida, como você mesmo disse!), mas a surpresa foi maravilhosa. As circunstancias sempre nos surpreendem quando não esperamos por nada.
E falando nisso, meu amor por você só cresce e se solidifica a cada dia. Minha admiração por você vai no mesmo caminho. Nos últimos 50 dias tivemos momentos difíceis, mas juntos estamos superando tudo.
E falando nisso, meu amor por você só cresce e se solidifica a cada dia. Minha admiração por você vai no mesmo caminho. Nos últimos 50 dias tivemos momentos difíceis, mas juntos estamos superando tudo.
Então, o que posso dizer é que só consigo escrever sobre meu amor por você, Willians. Somente esta sensação é que me move para escrever nos últimos tempos. E isso me deixa feliz! Te amo!!!
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